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CD Bossa Folk | Tatá Spalla
Apresentação: Chico Amaral
Data: 2013-08-01

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Tattá Spalla é pura música. Cantor, compositor e guitarrista de primeira, desde que lhe conheci, nos anos 80. Já naquela época, menino vindo de Nanuque, Minas Gerais, tudo cabia no seu coração musical: Clube da Esquina, MPB, Joni Mitchell, Neil Young... Em suas andanças, depois, foi parceiro de muita gente, como  Seu Jorge, gravou com Cássia Eller, tocou com Milton Nascimento, conheceu músicos daqui e dali.

 “Aqui, Ali e Aí”, título deste disco, é um retrato espontâneo de sua busca, de seus encontros. Com todo apuro, pois Tattá é afeito à produção de estúdio, conhece os equipamentos, escolhe com minúcia as texturas. Tudo pra chegar na espontaneidade, que é a essência de sua música.

Muitas vezes, quando é preciso, Tattá define seu estilo como bossa folk. É aí que encontramos as digitais desse artista. No que Tattá recebe e processa como influência, sempre haverá o que ele chama de folk. Às vezes não explicitamente os violões de aço do estilo americano, uma de suas paixões, mas uma coisa indizível, interiorizada, diversa e, ainda assim, compatível com os litorais da bossa. Um jeito de olhar o violão, este instrumento seminal em sua música. Influência que já tocara antes o Clube da Esquina. Tattá Spalla, como muitos músicos, traz essa mistura da cidade grande com a província. Daí a bossa folk. No mais, deixemos a necessária ponta de mistério aí...

“Aqui, Ali e Aí” apresenta um lindo repertório de suas canções, ao lado de outras encontradas em Carlos Dafé, João Só e Toninho Horta. Algumas cores, algumas sombras. Lados A e B, convivendo à vontade. Temos, ainda, a companhia dos artistas convidados, Toninho Horta, Raul de Souza e Marina Machado, em performances irretocáveis. Além de Nivaldo Ornelas, Robertinho Silva, Sidão Santos, Adriano Trindade, Pretinho da Serrinha e Ricardo Defeo Fiúza, uma seleção de grandes músicos.

FAIXA A FAIXA

  • 1) Agora amor é com você – música de Toninho Horta, letra de Tattá Spalla. A guitarra sempre inspirada de Toninho, que toca ainda o violão e o baixo. Robertinho Silva com vassourinhas no catálogo telefônico (alô, suingue!) e no block. Tattá canta um novo amor, e Nivaldo colore tudo com seu grande estilo.
  • 2) Na brisa – nesta eu fiz a letra para a música, que me sugeria estas nuvens, brisas e notas. Bela melodia em tom menor, fugindo, voltando... Uma levada diferente nas vassourinhas de Adriano Trindade, a textura especial nas teclas de Ricardo Fiúza e os comentários precisos de Toninho na guitarra.
  • 3) Pra que vou recordar – samba de boa cepa, da lavra do original Carlos Dafé, muito bem interpretado por Tattá, que ainda apresenta um violão finíssimo. Destaque também para a cuíca de Pretinho da Serrinha.  
  • 4) Aqui, ali e aí --  Um belo resumo deste disco. Estas guitarras lindas do Toninho, dialogando com o canto intimista de Tattá. O solo inspirado do grande Raul de Souza. Boa letra de Gilberto de Abreu e Tattá, que nos lembra que a bossa sempre foi pop.
  • 5) Fala Brasil – Pra todo mundo, este samba cheio de suingue e alegria. Composição de Tattá Spalla e Gabriel Moura, com o time de apoio: Toninho, Adriano, Sidão, Pretinho e Tattá
  • 6) Final de Jogo - Outro samba, agora com Toninho no violão, além de Tattá, Robertinho Silva e Raul de Souza. Muita malícia na letra de Makeli Ka.
  • 7) Flor que cheira saudade – Canção de Toninho Horta, com letra de sua irmã, Gilda Horta. Bossa clássica, com Toninho e Tattá dividindo os vocais.
  • 8) Branquinha – Música delicada e original, com harmonia e melodia muito sofisticadas. Sem perder a espontaneidade.     
  • 9) Menina da Ladeira – Típico samba jovem dos anos 70, a canção de João Só traz a cantora Marina Machado em lindos backing vocals. Interpretação segura de Tattá Spalla, que toca ainda uma craviola perfeita. Destaque também para a cozinha, com Pretinho da Serrinha, na percussão e Sidão Santos, no baixo.
  • 10) Samba Primavera – encerrando o disco, este samba de Tattá e Pedro Bezzi, com todo mundo dando uma força na conquista da moça- musa de outra estação. 

Chico Amaral




 






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